Comece pelo objetivo, não pelo serviço

Antes de pedir propostas, defina o que precisa de acontecer no negócio: mais pedidos de orçamento, mais marcações, mais vendas online. Uma boa agência começa por perguntar isto. Uma agência fraca começa por apresentar pacotes.

Se a primeira reunião for sobre seguidores, gostos ou "presença digital" em abstrato, é sinal de que o foco não está no resultado.

Os cinco critérios que fazem a diferença

  1. Método claro. Peça que lhe expliquem, passo a passo, o que acontece nos primeiros 90 dias. Quem tem método responde sem hesitar.
  2. Medição desde o início. Chamadas, formulários, WhatsApp e vendas devem estar a ser medidos antes de se investir em anúncios. Sem isso, nenhum relatório é fiável.
  3. Contas em nome da sua empresa. Google Ads, Meta, Google Analytics, Perfil da Empresa no Google e domínio devem estar em nome da empresa, com a agência como utilizadora. Se a relação terminar, o histórico fica consigo.
  4. Quem faz o trabalho. Pergunte quem acompanha o projeto no dia a dia e se essa pessoa estará nas reuniões. Em muitas agências, quem vende não é quem executa.
  5. Conhecimento do mercado português. Textos, anúncios e palavras-chave têm de ser pensados em português europeu e para a forma como os portugueses pesquisam.

Perguntas a fazer antes de assinar

  • Que métricas vou receber e com que frequência?
  • Em nome de quem ficam as contas de anúncios, o domínio e o website?
  • Qual é o período mínimo e como funciona a saída?
  • O investimento em anúncios está incluído ou é pago à parte?
  • O que precisam de mim, e com que regularidade?

Sinais de alerta

  • Garantias de primeiro lugar no Google ou de resultados em poucos dias.
  • Relatórios apenas com impressões, alcance e seguidores.
  • Recusa em dar acesso às contas ou aos dados.
  • Propostas iguais para negócios diferentes.
  • Números e avaliações que não consegue verificar.

Agência, freelancer ou equipa interna?

Um freelancer pode ser a melhor opção para uma tarefa isolada, como um website simples. Uma equipa interna faz sentido quando o volume de trabalho justifica salários a tempo inteiro.

Uma agência compensa quando precisa de várias competências a trabalhar em conjunto (website, Google, anúncios e redes sociais) sem ter de coordenar fornecedores diferentes.